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true story
Melhor desfecho de filme falado, esse de Annie Hall. Talvez o de Manhattan também seja tão bonito quanto…
(via kindakoool)
- Enfim, tá complicado.
- Mas tá bom, né? Melhor do que fazer cursinho ou ficar no ócio. Ou não. Não tenho certeza.
- Ócio eu gosto, mas só por um tempo. Acho que as coisas funcionam assim mesmo. Quando se faz muito, quer se fazer menos, Quando se faz pouco ou nada - férias - chega uma hora que cansa, e que queremos mais. Essa é uma dinâmica que me acompanhará na faculdade, eu acho. E depois na vida, que vai ser? Férias uma vez por ano, só um mês. SÓ UM MÊS. A depender do que eu faça da vida, que eu também não sei
- Eu não sei que sentido tem isso. E o quanto é mais lucrativo passar a vida toda estudando e trabalhando ao invés de ficar sentada assistindo tv. Não sei se quando parar e colocar tudo numa balança… Não sei se o saldo vai ser positivo.
- Acho que não deixa de ser melhor, porque pelo menos estaremos mais capacitados a ficarmos independentes de pais, e trabalhando com o que, em tese, queremos. Sei lá. É uma coisa necessária, acho.
- Trabalhar é algo muito… contraditório, eu acho. Estou ficando maluca.
- Trabalhar… não dignifica. O que dignifica é viver. Trabalhar não é viver plenamente. É meio que estar amarrado.
- Você percebe que trabalha pra ter tempo livre? Você preenche seu tempo pra ter tempo livre e acaba… nunca tendo? O preço que a gente paga pra alcançar algumas coisas é muito… é algo muito irracional. E a gente acha racional. Estudar, passar no mínimo 11 anos num quadrado, crescer, trabalhar, morrer…
- É. Tudo muito pequeno. Vivemos como pássaros engaiolados, mesmo. Sempre procurando fugir. Mas de alguma forma gostamos daquela gaiola, porque é ela que te dá comida e um sentido pra vida, embora muito estranho, como você disse. O sentido de “trabalhar pra ter tempo livre”. Enfim, algo realmente bizarro.
Maio, 2009
(Source: glitter-and-dubstep, via igotnastyhabits)
aagerencia: O trabalho só cansa.
(:
(Source: fuckyeahiloveeverything, via redutreaux)
“…reconheço hoje nos acontecimentos daquela época o modelo segundo o qual, ao longo de minha vida, ações e comportamentos concordaram ou não concordaram entre si. Penso, chego a um resultado, mantenho o resultado preso a uma decisão e faço a experiência de que a ação é uma coisa por si mesma, que pode mas não tem de seguir a decisão. com bastante frequência no decorrer de minha vida fiz o que não tinha decidido e deixei de fazer o que tinha decidido. Algo, que nunca saberei, age; “algo” dirige-se à mulher que não quero mais ver, “algo” faz diante dos superiores a observação que me desgraça, “algo” volta a fumar, embora eu tivesse decidido abandonar o cigarro, e desiste de fumar depois que percebo que sou e permanecerei sendo um fumante. Não quero dizer que pensar e decidir não tenham nenhuma influência sobre a ação. Mas a ação não perfaz simplesmente o que foi pensado e decidido de antemão. Ela tem sua própria fonte e é da mesma maneira independente, como meu pensamento é meu pensamento, como minha decisão é minha decisão.”
- O Leitor, Bernhard Schlink
”(…) Essa seria a idéia de um texto confessional, não é? E agora eu estou chorando na merda de uma frente de computador, sozinho. A última vez que chorei foi ontem, lendo a biografia sobre Vinicius de Moraes. A hora da morte me deixou bem abalado, não sei bem o motivo, a doença também me abalou, é claro, ele se melando todo no avião, tendo dificuldades de se locomover, inclusive… Tendo a doença complicada no cérebro - interessante como eu li ontem e não lembro mais o que exatamente ele teve. Só sei que era muito triste um personagem que me apeguei e passei a admirar como homem, o homem que eu queria ser, mesmo com todos os defeitos. Sei lá. A trilha era Let it be e eu chorava levemente, suavemente, sozinho, sob as luzes fortes da sala… E eu queria estar no escuro, mas precisava ler e essa é uma contradição horrível, já que certos livros seriam mais adequados ao escuro que ao claro, bem como certas músicas… E interessante é que só posso fazer isso: ouvir música no escuro, como certas músicas PEDEM - ou, sei lá, sou eu mesmo quem pede - “
- Fins de 2009, também, acredito eu.
“Então, escolhi esse livro para te dar de presente primeiro porque eu imagino que você vá adorá-lo, assim como eu. Imagino você lendo e citando para mim capítulos, partes que gostou, trechos bonitos… E também porque eu quero fazer parte da sua estante, não como alguém que por acaso está lá, através de um livro que sequer era do seu gosto (no caso, o “Pergunte ao pó”), mas como uma dessas pessoas que você diz para mim que são incríveis e lindas e tudo o mais e te dão certos livros que, acredito eu, tornam-se relacionados àquelas pessoas e ao afeto mútuo que vocês tem entre si. E, bem, eu quero isso. Eu quero, mesmo que, no futuro, possamos não ser mais namorados, que você olhe esse livro e lembre de mim como uma dessas pessoas incríveis que você conhece e te deu um certo livro que você adorou.
Além disso, é para incentivar sua curiosidade em francês e para que conheça Julio Cortázar, e, também, um pouco de mim.
Um beijo,
Fred.”
- Achado de gaveta: uma dedicatória, feita em 2009, a uma ex-namorada. O livro? “O Jogo da Amarelinha”, é claro.
É minha preferida do disco novo do Wilco também. (:
Capitol City, minha música predileta do disco novo, finalmente ao vivo. <3
(Source: youtube.com)